Eco em entrevista pro El País, reproduzida no Mais! da Folha, com trechos aqui.
Sim, parece que tudo é certo, que você dispõe de toda a informação, mas não sabe qual é confiável e qual é equivocada. Essa velocidade vai provocar a perda de memória.
E isso já acontece com as gerações jovens, que já não recordam nem quem foram Franco ou Mussolini! A abundância de informações sobre o presente não lhe permite refletir sobre o passado. Quando eu era criança, chegavam à livraria talvez três livros novos por mês; hoje chegam mil. E você já não sabe que livro importante foi publicado há seis meses. Isso também é uma perda de memória. A abundância de informações sobre o presente é uma perda, e não um ganho.
E eu continuo dizendo que a profissão do futuro é a de curador. Tá certo, a gente já assimilou essa história de geração da informação, já se transformou em ser multimídia; blogar, twittar, enviar scrap, SMS, etc, enfim. É aí que está: o que de tudo isso é útil? O que de tudo isso deve correr outras bocas?
Quem souber separar joio do trigo vai daqui uns anos ser daqueles profissionais supervalorizados, além de se tornar um trendsetter e gerador de opnião instantâneo.
Quem não vai querer ser um desses?